Home / Sucesso / Casos de Sucesso / Mobiliário português criativo quer conquistar o mundo
designer's mint mobiliário português pme magazine
Artur Soares (segundo do lado esquerdo) e a equipa da Designer's Mint (Foto: Divulgação)

Mobiliário português criativo quer conquistar o mundo

Por: Ana Rita Justo

Nasceu em 2015 e já está presente no Reino Unido, Estados Unidos e noutros países. A Designer’s Mint é uma empresa portuguesa que desenvolve marcas de mobiliário e que tenta mostrar ao mundo o que de melhor se faz em Portugal. Com uma equipa de oito pessoas, esta firma de São João da Madeira faturou 400 mil euros em 2016 e espera este ano dobrar o volume de negócios. Falámos com o diretor criativo, Artur Soares, para descobrir o que tem de especial esta startup.

 

PME Magazine – Como surgiu a ideia de criar a Designer’s Mint?
Artur Soares – A Designer’s Mint nasce no final de 2015 com o principal objetivo de desenvolver e potencializar marcas (de mobiliário) de valor acrescentado, numa lógica de internacionalização das mesmas. Para isso, além do claro compromisso com o projeto, era necessária uma equipa multidisciplinar que nos ajudasse neste desafio e num mercado que é cada vez mais competitivo. Criamos assim a Designer’s Mint.

PME Mag. – Qual o público-alvo da empresa?
A. S. – Apostando numa estratégia B&B [n. d. r. business to business], o nosso público-alvo são os arquitetos, designers de interiores e decoradores. No entanto, as nossas marcas têm filosofias distintas e por isso mesmo acabam por se dirigir a um público-alvo também distinto. A “Duquesa & Malvada” é dirigida a um público cosmopolita e irreverente, sendo inspirada nos gostos peculiares de uma geração urbana, exigente e com uma forte personalidade. Criamos peças que refletem uma forma muito intensa de viver, em perfeita harmonia com elementos urbanos, tendências e conceitos de luxo. Já a “Mister Doe” e a “OhWallpaper” são marcas mais conceptuais, que nos contam histórias e nos convidam a redescobrir Portugal através das suas peças e revestimentos de parede. Podemos assumir que são marcas menos “comerciais” e dirigidas a nichos de mercado mais específicos.

“As nossas marcas têm filosofias distintas e por isso mesmo acabam por se dirigir a um público-alvo distinto”

PME Mag. – Em que mercados já estão?
A. S. – A nossa estratégia passou por nos focarmo-nos, numa primeira fase, no mercado do Reino Unido, o que se tem revelado uma aposta muito acertada. Contudo, não descuramos a nossa estratégia de internacionalização global e abertura para outros mercados e felizmente já estamos presentes em França, Rússia, EUA, Bahrain e Kuwait, embora numa escala menor.

PME Mag. – As peças são todas fabricadas pela Designer’s Mint?
A. S. – Sim. Recorremos a departamentos de produção próprios. A produção de mobiliário e estofo é um negócio familiar desde longa data. Além disso, contamos com parceiros que desenvolvem parte de peças das nossas marcas, como metais e pedras.

PME Mag. – Preparam-se para estar na feira Maison et Objet de Paris. Qual o objetivo desta participação?
A. S. – Sim. Iremos fazer a Maison et Objet em janeiro de 2018. Esta era umas grandes metas que pretendíamos alcançar num espaço de dois anos e acaba por ser o culminar e a recompensa do bom trabalho desenvolvido por toda a equipa. Será um passo importante na caminhada da Designer’s Mint e as responsabilidades aumentam ainda mais, dado que o que pretendemos é promover, naquela que é uma das maiores montras mundiais do design, o que de bom se faz em Portugal.

“Iremos fazer a Maison et Objet em janeiro de 2018. Esta era umas grandes metas que pretendíamos alcançar num espaço de dois anos”

PME Mag. – Que balanço faz do primeiro ano de vida?
A. S. – Como somos uma equipa bastante jovem, muitas das situações que surgiram ao longo deste ano foram novidade. Fazendo uma retrospetiva, acredito nem sempre foram tomadas as decisões mais acertadas, mas todas elas serviram de exemplos que nos ajudarão no futuro. Foi um ano bastante intenso, duro, repleto de contratempos e sobretudo de aprendizagem. Como somos uma startup, todos os elementos da equipa tiveram que se desdobrar e realizar tarefas para as quais não estaríamos tão preparados. Houve um enorme espírito de sacrifício, colaboração e entre ajuda que permitiu ao projeto avançar. No final, ficamos muito satisfeitos com o ano que passou e com os resultados que atingimos. Fazemos o que gostamos e, por isso mesmo, somos uns privilegiados!

PME Mag. – Quais os objetivos para este e para o próximo ano?
A. S. – Ao nível de produção, o objetivo é otimizar ainda mais processos de forma a conseguirmos encurtar prazos de entrega sem prejudicar a qualidade dos nossos produtos. Tudo para satisfazermos totalmente os nossos clientes e continuarmos a estabelecer relações e parcerias de confiança.
A presença em feiras internacionais continua a ser um dos principais objetivos para 2018 e, ao nível criativo, pretendemos continuar a desenvolver peças que nos desafiam e estimulam e que, sobretudo, continuem a conquistar os nossos clientes.