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Tim Vieira está em Portugal desde 2010 (Foto: Diogo Gomes/BeMySelf)

“Os portugueses têm de aprender a vender mais” – Tim Vieira

Por: Mafalda Marques

Facilmente reconhecemos a sua cara e o seu sotaque inglesado do Shark Tank, programa no qual se notabilizou como um dos mais aventureiros tubarões. Acionista em vários investimentos em Portugal e além-fronteiras, agora com 41 anos, Tim Vieira quer focar-se em ajudar os outros a fazerem prosperar os seus negócios.

 

PME Magazine – Nasceu na África do Sul, mas foi em Angola que arriscou nos negócios, porquê?

Tim Vieira – Eu arrisquei logo na África do Sul, comecei cedo e correu muito bem na África do Sul, depois correu menos bem e quando eu decidi dar um ‘time off’ veio a oportunidade de Angola, aí sim, tentei outra vez e fui para Angola. Era para ir apenas por seis meses, ver como era e ajudar uma empresa a começar e depois de ver o potencial que Angola tinha e tudo o que estava a acontecer decidi ficar e fazer crescer negócios em Angola. Tive bons sócios, isso tudo é importante e tudo correu bem para o sucesso.

 

PME M. – Como descobriu que queria ser empreendedor?

T. V. – Acho que foi por volta dos 12 anos. O meu pai era engenheiro de aviação e quando eu tinha 12 anos ele decidiu sair e abrir um negócio [n. d. r. supermercado]. Era um negócio em que precisava da família inteira. Eu fiquei logo apaixonado pelo negócio: falar com pessoas, todos os dias era diferente… Se calhar foi essa a vantagem que eu tive. Entrei, fui logo importante no negócio, tinha jeito e dos 12 anos para a frente percebi que para mim ia ser sempre negociar e fazer negócio.

 

PME M. – Como é que chega a Lisboa?

T. V. – Cheguei de Angola e passei cá mais ou menos um ano, quando estava a trabalhar entre Angola, África do Sul e Portugal. Vinha cá de férias, mas depois de passar cá algum tempo em Cascais, há cerca de oito anos, tivemos de decidir se íamos voltar para África do Sul e ficar sediados no Cabo ou se vínhamos para Portugal. A minha esposa e eu decidimos vir para Portugal e foi uma boa decisão: dois dos meus filhos nasceram em Angola e a mais pequena nasceu cá e a partir daí fiquei mais ligado a Portugal do que à África do Sul. Vendi os negócios que tinha na África do Sul e comecei a abrir em Portugal. Acredito que temos sempre de estar perto dos negócios e então fiquei mais em Angola e Portugal. Em Portugal, naquele tempo era difícil com a crise. Todos diziam que era bom para viver mas não para abrir negócios. Comecei com as framboesas, em 2010, as framboesas começaram a correr bem e o meu sócio também investiu comigo. Começámos a investir mais e mais, veio o Shark Tank, vieram mais outros [negócios] e agora também estou a investir em Portugal.

 

PME M. – Como foi a sua experiência de tubarão no Shark Tank?

T. V. Foi muito bom, conheci bons investidores, todas as pessoas vinham com ideias e conheci empreendedores e é isso que gosto de fazer. Gosto de conhecer pessoas que querem melhorar a vida e ali passou muita gente que queria melhorar a vida. Em termos de negócio, temos 30% que estão a correr muito bem, 20% que estão mais ou menos e os outros não vão ser grandes negócios: uns não vão dar e outros já estão a voltar a ficar de novo com as pessoas e aquelas pessoas estão a tentar, estão a melhorar e a fazer o que gostam. Consegui ajudar muitos [empresários], outros o negócio não dava. Sempre pensei em ter 10% de sucesso, porque normalmente são esses os números e ali correu muito melhor do que isso, se calhar até melhor do que na vida real de um investidor. Mas no geral acho que foi uma boa experiência. Conheci muito boas pessoas.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição digital da PME Magazine.

 

Veja aqui o vídeo da entrevista a Tim Vieira: