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Ana Ganhão colabora com a PME Magazine (Foto: D. R.)

A importância da inteligência emocional nas empresas

Por: Ana Ganhãohumanistic professional coach

 

“Qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira correta não é fácil” dizia Aristóteles.

Respeito, gentileza e honestidade, para consigo e para com os outros, estes são para mim os três pilares para uma boa gestão emocional.

E começando pelo princípio, vamos à definição de inteligência emocional.

Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e emoções e os dos outros, assim como a capacidade de os autorregular.

Cada um de nós é um sistema complexo que contém visões próprias de si e do mundo. Reconhecer as suas próprias emoções, aceitá-las e perceber o que fazer com elas é, por si só, um grande desafio.

Quando estes pequenos sistemas (pessoas) interagem dentro de um sistema maior, que é a empresa, é possível imaginar o impacto que esta interação tem na qualidade de vida das pessoas e na produtividade da empresa.

Felizmente, as empresas estão a mudar de paradigma e, de forma a terem colaboradores que para além das boas competências técnicas reúnam boas capacidades comportamentais, investem em processos de consultoria e desenvolvimento como gestão emocional, gestão de tempo, comunicação entre outras.

Estes processos requerem tempo, disciplina e ação para darem os seus frutos, por isso, deixo apenas algumas dicas que, levadas à prática, já lhe trarão mais satisfação e alegria e produtividade à sua empresa:

  • É importante perceber e aceitar que não temos de gostar necessariamente dos colegas, colaboradores ou parceiros de negócios, temos, sim, de os tratar com dignidade respeitando a individualidade com a tónica de que nada do que aconteça é pessoal;
  • A comunicação, seja escrita ou verbal, deve ser feita de uma forma organizada, factual, objetiva, precisa e clara, sem adjetivos e qualificações pessoais;
  • Seja humilde, não queira ter razão, queira ter a solução. Quantas vezes assistimos a debates de posições que só desgastam os intervenientes, ficando perdidos num mar de egos;
  • Controle a impulsividade, ela é muito eficaz para fugir do leão, esse é um bom reflexo impulsivo. Mas nunca é uma boa ação numa situação de decisão ou conflito.
  • Distanciamento no tempo e do espaço para que possa analisar, assimilar e organizar toda a informação com mais claridade de forma a encontrar a melhor a solução.
  • Comunique a opinião com frontalidade. De uma forma honesta e gentil, diga diretamente ao interveniente no processo e nunca a terceiros. Esta atitude evita mais mal-entendidos e ganhará o respeito de todos.
  • Seja empático, por vezes o colega só teve uma má noite, nunca sabemos o que se passa no mundo do outro.

 

Não controlamos o que nos acontece, mas controlamos sempre o que fazemos com o que nos acontece.