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Vítor Palmela Fidalgo, IP Director da Inventa International (Foto: Divulgação)

A importância da propriedade intelectual para as PME

Por: Vítor Palmela Fidalgo, IP Director da Inventa International

Conforme é normalmente noticiado, o tecido empresarial português é composto, na sua maioria, por pequenas e médias empresas (PME). Se, por um lado, esta realidade não permite uma tão rápida internacionalização do negócio e uma influência económica fora de portas, por outro, são fator de competitividade e crescimento do emprego. 

Contudo, por terem uma menor dimensão e não suportarem perdas substanciais no seu negócio, as PME são obrigadas a inovar para sobreviverem no mercado. Segundo um estudo realizado em 2017 pela Cotec, em parceria com a Deloitte, as PME que mais inovam chegam a lucrar oito vezes mais em comparação com as restantes.  

Inovação deve ser, assim, a palavra-chave para as PME portuguesas. Não obstante, questionamo-nos sempre qual a razão de apostarmos tão pouco na proteção da inovação por direitos de propriedade intelectual. Apesar de os números da economia portuguesa estarem em crescendo, em 2017, quando comparado com o ano anterior, as empresas portuguesas apresentaram menos nove pedidos de patentes (149 no total) junto do Instituto Europeu de Patentes, apenas 0,1% dos pedidos de patentes neste Instituto. Justificar-se-ão estes números dizendo que os mesmos derivam do baixo número de habitantes, o que não deixa de ser verdade. Contudo, tal facto não pode justificar números tão baixos. Países com menos população, como a Suíça, tiveram, em 2017, 7283 pedidos de patentes junto do Instituto Europeu.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de outubro da PME Magazine.