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Crescimento dos salários no mundo melhorou desde a crise

O crescimento dos salários reais a nível global recuperou depois da crise, mas desacelerou a partir de 2012, segundo o relatório “Global Wage Report 2016/17”, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

Segundo o documento, a partir de 2012, os salários caíram de 2,5% para 1,7% em 2015, quebra justificada pelo facto de a recuperação na América do Norte e nalguns países europeus não ter sido “suficiente para compensar o declínio nas economias emergentes e em desenvolvimento”.

O relatório refere que, durante grande parte do período pós-crise, o crescimento global dos salários foi impulsionado “em larga medida por um crescimento relativamente forte dos salários nos países emergentes e em desenvolvimento na Ásia e Pacífico, mais especialmente na China, assim como em alguns outros países e regiões em desenvolvimento”.

Essa tendência “abrandou ou reverteu-se” nestes últimos tempos, tendo o crescimento dos salários reais nos países emergentes e em desenvolvimento do G20 caído de 6,6% em 2012 para 2,5% em 2015.

Já nos países desenvolvidos do G20, o crescimento dos salários reais aumentou de 0,2% em 2012 para 1,7% em 2015, a maior taxa dos últimos dez anos.

“Na Europa, as mulheres constituem em média 50 a 60% dos trabalhadores e encontram-se nos três decis mais mal pagos; esta percentagem cai para cerca de 35% entre os 10% dos trabalhadores mais bem pagos, e ainda mais para 20% entre os 1% de trabalhadores mais bem pagos”, adianta a OIT.

O documento defende que, “quando economicamente viável, deverá ser apoiado ou encorajado um maior crescimento salarial”, bem como “ações vigorosas e ambiciosas para a implementação de políticas que assegurem um crescimento salarial sustentável e uma partilha justa dos frutos do progresso para todos”.

“Os aspetos institucionais do mercado de trabalho e as políticas salariais só serão verdadeiramente eficazes na redução das desigualdades se incluírem e protegerem os grupos vulneráveis, desfavorecidos ou sujeitos a discriminação”, conclui a OIT.