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Daniel Bessa prevê subida do IVA ainda este ano

Economista falou sobre subida do IVA na conferência da Ordem dos Contabilistas Certificados, no Porto.

 

O economista Daniel Bessa afirmou, esta segunda-feira, que os impostos deverão continuar a aumentar e que o IVA deverá subir ainda este ano.

Falando na conferência A carga fiscal na região norte – efeitos nas autarquias e nas empresas, no Porto, organizada pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e pelo Porto Canal, Daniel Bessa previu uma “subida do IVA, porque é o único imposto com receitas imediatas”.

“Com o crescimento medíocre, o aumento de dívida, a carga fiscal vai subir e tornar-se insuportável. Os filhos e os netos que partam para outros países, Austrália, Canadá ou Nova Zelândia, trabalham, mas trabalham para si”, disse o antigo ministro da Economia, citado pelo Dinheiro Vivo.
Desafiado a falar sobre “A arte de depenar o ganso”, Daniel Bessa considerou que “o ganso é a classe média, convencida que se trabalhar ascende a algo mais”.

“Não são os ricos, que se defendem, nem os pobres, que nada têm. É a classe média, que trabalha por uma ascensão social, e logo através do seu rendimento pode ser depenada”, continuou.

“Essa classe média que trabalha para pagar impostos e já não chega, porque se tiver alguma propriedade tem que pagar IMI, que com a entrada da troika subiu escandalosamente, mas nem pensar em ter algum dinheiro no banco, ou algum bem, porque é para depenar, por via do imposto sobre o património, que é um tema delicado neste Governo. O PS tenta fugir, mas o Bloco de Esquerda e o PCP têm uma agenda fortíssima nessa matéria”, acusou.

Portugal pouco recomendável

Para o economista, “Portugal é um sítio pouco recomendável”, sendo “muito bom em termos ambientais, qualidade de vida, segurança, alimentação”, porém, “na perspetiva de trabalho, rendimentos, fiscalidade, finanças públicas, carga fiscal e dívida não é recomendável”.
Daniel Bessa questionou, ainda, a gestão da Segurança Social, “cujo conceito com que foi criada já não existe”.

“Isto é, o que eu descontei para a reforma já lá não está, exceto uma parte na capitalização, que servia para uma emergência, mas que agora vai ser utilizada na reabilitação urbana”, disse.