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Kianda nomeada melhor startup na Irlanda, começa a operar em Portugal

A Kianda nasceu em 2016 de uma parceria que foi além do matrimónio. Derya e Osvaldo Sousa, ambos profissionais na área de tecnologia desenvolveram uma plataforma de automatização de processos (Digital Business Process Automation) que revoluciona a gestão das empresas. Em 2018 receberam o prémio de Melhor Startup em Dublin, na Irlanda, e em Portugal iniciam operação.

Ele é luso-angolano, ela é da Turquia. Conheceram-se enquanto ambos estavam a estudar em Lisboa, mas agora vivem na Irlanda. Pais de duas crianças pequenas, os criadores desta inovação afirmam que deixar os seus trabalhos para se dedicarem a 100% a este projeto foi uma decisão necessária. O resultado desta dedicação veio em 2018 quando a Kianda venceu o prémio de Melhor Startup do ano na Irlanda. Em Portugal, dão os primeiros passos de atuação.

O fundador principal, Osvaldo Sousa já tem uma experiência de 18 anos na área de tecnologia em várias empresas na Europa, focando as áreas de colaboração e automatização dos processos de negócios. O processo de automatização de tarefas administrativas não é algo novo. Já existem no mercado sistemas que podem cumprir essas funções. No entanto, para Derya e Osvaldo Sousa, o desafio era fazer com que esses mesmos processos de automatização fossem fáceis de utilizar, até para uma pessoa não experiente em código, e que conseguissem ao mesmo tempo preencher as necessidades das empresas, sem grandes custos.

Assim nasce a Kianda. Permite que as empresas acelerem sua transformação digital ao fornecer automatização de processos baseada em formulários, numa plataforma de entrega de aplicações fáceis de usar e rápidos de criar.

Sediada no hub de inovação LINC, TU Dublin, Blanchardstown Campus, atualmente a empresa detém uma classificação de cinco estrelas junto de empresas de 500 a 3.000 colaboradores, atuando em Portugal, Irlanda, Bélgica, Angola e Dinamarca. Desde que foi lançada, no final de 2017, já atingiu cerca de 10.000 utilizadores empresários.

A Kianda depara-se com concorrência forte no mesmo setor, no entanto, o casal empreendedor explica que “O que nos destaca é a experiência e o facto de sermos pequenos, porque podemos reagir rapidamente.  Somos ágeis, reativos e movemo-nos muito mais rapidamente na resposta aos clientes do que outras empresas do mercado”.

Por agora, o casal foca-se em fazer crescer a empresa tendo como base a Europa, estão a planear lançar a primeira ronda de financiamento em 2019 e defendem que, melhor do que falarem sobre si, preferem mostrar resultados nos seus clientes, como a Fundação Calouste Gulbenkian. A Fundação elegeu a Kianda há mais de um ano, como implementador de uma solução de automatização de processos que respondesse ás suas necessidades de transformar os processos manuais em processos digitais, obtendo uma significativa redução de custos e ainda um aumento na produtividade.

Para Vladimiro Sousa, Organisation Manager da Fundação Calouste Gulbenkian, “O Kianda deu-nos a capacidade de automatizar os processos de trabalho de uma maneira simples, do início ao fim, e integrando a gestão dos processos de fluxo de trabalho com as aplicações e sistemas que a organização usa. Desde a facilidade com que criamos formulários, até à maneira como podemos usar regras que nos permitem fazer os fluxos de trabalho funcionarem. Não é apenas uma aplicação, é um novo mundo é uma nova forma de trabalhar”, afirma o responsável.

O investimento da Kianda em Portugal passou por nomear Teresa Virtuoso como regional sales manager. Teresa Virtuoso tem mais de duas décadas de experiência em vendas e gestão de equipas. Na Kianda, a responsável irá dinamizar a área das vendas, parcerias e acompanhamento de projetos em clientes.