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Lisboa PME Magazine
Turismo contribuiu em larga escala para o crescimento

Turismo potencia criação de empresas nos primeiros 4 meses de 2018

Entre janeiro e abril de 2018 nasceram 17 002 empresas e outras organizações, mais 13,4% do que no mesmo período de 2017, com acentuado contributo do turismo.

Segundo o barómetro da Informa DB, o crescimento deve-se à constituição de empresas relacionadas com o turismo, como as atividades imobiliárias, construção, alojamento e restauração, serviços e transportes. A PME Magazine apresenta-lhe o estudo.

Os encerramentos registados nos primeiros quatros meses do ano (4 880) mantêm-se em valores próximos do período homólogo (+1,9%). Nas novas insolvências (870), o ciclo de descida iniciado em 2013 mantém-se nos quatro primeiros meses de 2018, mas de forma menos acentuada. A percentagem de empresas que cumprem os prazos de pagamento acordados (15,2%) está em queda desde setembro de 2017, atingindo em abril um dos valores mais reduzidos desde 2007 de forma transversal a todos os setores e regiões.

Dinâmica empresarial

(acumulado abril 2018)

Variação
período homólogo 2017 últimos 12 meses
Nasceram 17 002 empresas e outras organizações +13,4% +13,0%
Encerraram 4 880 empresas e outras organizações +1,9% -6,2%
Iniciaram-se 870 processos de insolvência de empresas e outras organizações -9,9% -12,7%

 

 

Dinâmica setorial (acumulado abril 2018)  
Onde nascem mais empresas Serviços, com 5 515 nascimentos, Retalho com 2 049 e Alojamento e Restauração com 2018.
Onde encerram mais empresas Serviços, com 1 202 encerramentos e Retalho com 876
Onde mais cresce o número de constituições* Serviços (mais 649 nascimentos, +13,3%), Atividades Imobiliárias (mais 423 nascimentos, +34,6%), Construção (mais 306 nascimentos, +22,9%), Alojamento e Restauração (mais 235, +13,2%) e Transportes (mais 212 nascimentos, +55,2%)
Onde mais decresce o número de constituições* Agricultura, pecuária, pesca e caça (menos 277 nascimentos, -34,8%)

*variação absoluta período homólogo 2017

Tendências 2018

Nos quatro primeiros meses de 2018, o nascimento de empresas e outras organizações mantém a tendência de crescimento de 2017.
Os setores ligados ao turismo reforçam a contribuição para as novas empresas:

  • Serviços (mais 649 nascimentos, +13,3), com a forte contribuição das atividades de animação turística e de agências de viagens;
  • Atividades imobiliárias (mais 423 nascimentos, +34,6%); Construção (mais 306 nascimentos, +22,9%) alicerçado na atividade de construção de edifícios;
  • Alojamento e restauração (mais 235 nascimentos, +13,2%), com a maior contribuição do alojamento, em particular o alojamento mobilado para turistas, apesar da restauração representar 2/3 do total de nascimentos do setor
  • Transportes (mais 212 nascimentos, +55,2%) em particular as atividades de transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros.

Destaque para o crescimento do nascimento de empresas nos serviços de saúde (+139 nascimentos, +22,6%) e das tecnologias de informação e comunicação (+153 nascimentos, +29,6%).

Apenas o setor da Agricultura, pecuária, pesca e caça (menos 277 empresas, -34,8%) é a exceção à subida generalizada em todos os setores de atividade em número de constituições.

Lisboa, Porto e Setúbal representam mais de ¾ do total do aumento de constituições: nasceram mais 909 empresas e outras organizações em Lisboa (+18,6%), no Porto nasceram mais 417 (+16,1%) e em Setúbal nasceram 213 (+20,9%).

Nascimentos vs Maturidade

A percentagem de empresas que pagam dentro dos prazos acordados (15,2%) está em queda desde setembro de 2017, com uma descida de 3 pp, atingindo em abril um dos valores mais baixos desde 2007. O atraso médio de pagamento situa-se nos 26 dias, valor semelhante ao registado nos últimos 12 meses, sendo que mais de 2/3 das empresas pagam com um atraso até 30 dias.

Note-se que a evidência nesta tendência em nada ajuda o nascimento de novas empresas pois o atraso no pagamento das faturas afeta diretamente a tesouraria das micro empresas, podendo inviabilizar o seu crescimento.

Sobre as insolvências, foram considerados neste estudo as entidades com processos em curso iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça.

O Barómetro INFORMA D&B considera os processos de insolvência de pessoas coletivas e não analisa os processos de insolvência de empresários em nome individual, de profissionais liberais, ou de particulares.