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Portugal entre os países com maior fosso salarial entre homens e mulheres

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um novo estudo sobre as assimetrias entre homens e mulheres. Portugal surge como um dos países onde o fosso salarial entre géneros é maior.

Segundo o estudo, os homens portugueses ganham, em média, mais 22,1% do que as mulheres. Esta diferença só é suplantada pelo Chile, com uma diferença de 23,7% e a Estónia (25,7%). No geral, a diferença salarial entre géneros em todo o mundo é de 18,8%.

É certo que vários países já tomaram medidas para regular esta questão, mas, segundo o ranking do Banco Mundial, apenas seis países em todo o mundo garantem a igualdade laboral, nomeadamente a Bélgica, Dinamarca, França, Letónia, Luxemburgo e Suécia.

 

Maternidade acentua diferenças

A OIT recorda que um dos principais motivos para esta desigualdade prende-se com a maternidade, que continua a ser uma “penalização para as mulheres”.

Segundo o estudo, as portuguesas estão entre as mulheres que mais têm crianças até cinco anos de idade a cargo. O estudo revela, ainda, que Portugal é um dos países onde mais trabalhadoras têm a cargo dependentes, sejam crianças, idosos, ou pessoas com incapacidade.

 

Liderança equilibrada leva a maior sucesso

Também em matéria de liderança, as desigualdades persistem. No entanto, a OIT adianta que “empresas com uma representação mais equilibrada das mulheres nos seus órgãos de decisão alcançam melhores resultados financeiros em comparação àquelas com estruturas de liderança menos diversificada”.

Em todo o mundo, apenas 27,1% dos líderes são mulheres, aponta o estudo.

A curiosidade aqui prende-se com o facto de, apesar de as mulheres estarem em desvantagem neste campo, elas chegam a cargos de liderança mais rapidamente do que os homens.

O mesmo tipo de desigualdades persiste em ambiente doméstico. Segundo a OIT, serão precisos 200 anos para haver igualdade na repartição do tempo dedicado às tarefas domésticas.