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Programa de fomento de e-commerce lançado em Portugal

Portugal vai receber o primeiro programa de desenvolvimento e formação em e-commerce. O E-Commerce Experience – programa global para o comércio eletrónico – expandiu do Brasil para Portugal, começa em setembro e tem a duração de seis meses.

O e-commerce é uma forma de as empresas, sejam indústria ou retalho tradicional, aumentarem exponencialmente as suas vendas, conquistarem novos clientes, testarem novos mercados com uma considerável redução de riscos e custos, assim como exportarem de forma eficiente para outros países.

Na Europa, este mercado está avaliado em 534 mil milhões de euros, segundo dados de 2017, e estima-se que atinja os 602 mil milhões em 2018. Em Portugal, o mercado vale 4,6 mil milhões de euros, uma vez que apenas 39% da população compra online, enquanto no Reino Unido, onde o mercado de e-commerce está mais desenvolvido na Europa, a população que compra online ultrapassa os 87%. Mas o dado mais marcante é que 80% dos portugueses que compra online o faz em sites de fora de Portugal.

O E-Commerce Experience é o primeiro programa global de fomento, formação e aceleração de e-commerce que tem como objetivo ajudar as empresas participantes a montar e optimizar operações de e-commerce. Na edição que decorreu em São Paulo, no Brasil, houve empresas participantes que cresceram 200%.

Em conversa com a PME Magazine, media partner da iniciativa, a responsável pelo programa em Portugal, Vanessa Caldas, explica como vai este programa de aceleração ajudar as PME portuguesas:

“Estimular o desenvolvimento do comércio eletrónico em Portugal é um dos nossos principais objetivos. O país pode, e deve, pensar no continente europeu como potencial de consumo”, afirma Vanessa Caldas, fundadora do E-commerce Experience.

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Vanessa Caldas é a responsável pelo programa em Portugal

Posicionando-se como um programa diferente dos programas voltados para startups, o E-Commerce Experience é focado em empresas que já conhecem o mercado, vendem, mas ainda enfrentam alguns desafios no mundo digital.

“Além das dez grandes empresas que vão participar no programa nós iremos trazer mais dez PME. O objetivo é potenciar o mercado por meio da troca de experiências entre os profissionais, através de palestras, workshops e mentorias, contemplando ferramentas e serviços que serão disponibilizados para as empresas. As PME terão acesso às maiores aprendizagens do mercado e vão conviver com profissionais que são referência no comércio eletrónico. Em média, uma loja virtual usa 26 integrações e existem milhares de ferramentas para e-commerce: da plataforma de e-commerce até um resgate de carrinho, cada uma tem um objetivo e áreas de atuação diferentes. Muitas empresas ainda acham que investir no e-commerce é caro, mas se fizerem da forma correta, o potencial é enorme, mas para isso precisam saber como fazer”, adianta.

O grupo de participantes em Portugal será formado por 20 empresas, sendo dez empresas de grande referência no mercado português – entre elas OLX, Worten, O Boticário, Quem disse, Berenice, Science4you, Sacoor, Salsa e Delta Cafés.

Existem ainda vagas para PME que queiram participar. Podem candidatar-se no site do programa.

Os parceiros são fundamentais na estreia deste programa de aceleração em Portugal, por isso, perguntámos sobre o envolvimento de cada um:

“Os parceiros ajudam a desenvolver o mercado e a amplificar o movimento que estamos fazendo. Eles trazem soluções, criam conexões, partilham conhecimento e participam em vários momentos. Sem os serviços e as ferramentas não conseguimos ter uma boa operação de e-commerce. Nós vamos desenvolver o ecossistema de e-commerce em Portugal”, afirma a reponsável.

Entre os parceiros que irão ajudar a desenvolver e potencializar o mercado de e-commerce em Portugal estão a AICEP, LISPOLIS – Polo Tecnológico de Lisboa, Google, E-Commerce Brasil, Bright Pixel, Beta-i, Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa, ChronopostAmazon AWS, SEMrush, L.digital, U5 Marketing, Dinamize e Hedgehog.

Para muitas empresas, o e-commerce é um mundo novo que não pode ser visto como um teste e sim como uma estratégia. Há muito para ser desenvolvido e é preciso formação e investimento em tecnologia, sempre com o menor risco possível. E para que os portugueses comprem online é necessário que as empresas portuguesas passem a vender online.

“Portugal tem desafios muito parecidos com os que vimos no Brasil há cinco anos. O e-commerce é um caminho sem volta. As empresas portuguesas que não se convencerem disso ficarão para trás”, reforça Vanessa.

Veja como foi a primeira edição do E-Commerce Experience no Brasil.