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Ryanair dispensa 300 trabalhadores na sequência de greve

A companhia aérea irlandesa Ryanair anunciou, esta quarta-feira, a redução de 20% da sua frota em Dublin, e enviou avisos a 100 pilotos e a cerca de 200 tripulantes de cabine com o aviso de que não precisará dos seus serviços no próximo inverno, alegando que a greve nos vários países europeus afetou a confiança dos consumidores.

O anúncio surge na sequência de uma nova greve de tripulantes de cabine que está a ocorrer nos vários países da Europa em que opera, incluindo em Portugal, e que deverá prolongar-se entre hoje e amanhã.

A companhia aérea low cost anunciou ainda que pretende concentrar as atenções na atividade que mantém na Polónia.

Em Portugal, a Ryanair tem estado envolvida em polémica desde a greve dos tripulantes de cabine de bases portuguesas por ter recorrido a trabalhadores de outras bases para minimizar o impacto da paralisação, que durou três dias, no início de abril, situação que foi denunciada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil.

No domingo, a ACT anunciou uma inspeção na Ryanair em Portugal para avaliar as irregularidades apontadas pelo sindicato.

A decisão de partir para a greve foi tomada a 5 de julho numa reunião, em Bruxelas, entre vários sindicatos europeus para exigirem que a companhia aérea aplique as leis nacionais laborais e não as da Irlanda, país onde a Ryanair está sediada.

Os trabalhadores exigem que a transportadora irlandesa aplique a legislação nacional, nomeadamente relativamente à licença de parentalidade, garantia de ordenado mínimo e que retire processos disciplinares por motivo de baixas médicas ou vendas a bordo dos aviões abaixo das metas definidas pela empresa.